Livro gratuito · 115 páginas · PDF
Arquitetura de Riscos
Nenhuma boa análise resiste a uma premissa incoerente
Os estudos de análise de risco não formam um catálogo. Formam uma arquitetura de dependências e precedências. Este livro mapeia essa arquitetura por inteiro: o que cada estudo consome, o que entrega, e o que acontece com ele quando uma premissa muda.
Igor Melo · Revisão técnica de Gustavo Peron e Vítor Toledo
Os estudos não falham apenas dentro deles. Falham nas interfaces entre eles.
O Mapa Oficial
Organiza as ferramentas de análise de risco de segurança de processos por função na arquitetura, e não por nome, disciplina ou ordem contratual. Uma estrutura só: camadas de transformação da informação, com a pergunta que cada uma responde, mais os integradores, as ramificações e as realimentações.
Quatro tipos de relação
Precedência
uma etapa consome produto da anterior.
Consumo
uma ferramenta usa produtos de várias camadas sem pertencer a uma só.
Integração
um estudo combina o que já foi produzido, sem produzir por conta própria.
Realimentação
uma mudança de premissa obriga a reabrir parte da arquitetura.
Princípio transversal
ISD, projeto inerentemente mais seguro. Não é estudo nem etapa. Reduz ou elimina o perigo antes que a arquitetura precise quantificá-lo ou controlá-lo. No desenho, margeia o conjunto e nunca é um nó da sequência.
Premissas transversais: onde a incoerência nasce
Não são ferramentas, são premissas que atravessam a arquitetura na horizontal, alimentam estudos diferentes por caminhos diferentes e concentram a maior parte das divergências. Cada uma precisa de dono declarado e de gatilho de revisão. Neste mapa, “quebrar” significa perder validade ou coerência porque uma premissa mudou sem que os estudos dependentes fossem atualizados.
| Premissa | Alimenta | Por que quebra |
|---|---|---|
| Geometria e congestionamento | CFD, NVS, SGDS, F&G, FERA, EER, vulnerabilidade estrutural | Andaime, tubulação adicionada, equipamento temporário, vegetação externa |
| POB e exposição | EER, risco social, ocupação de edificações, refúgio, abandono | Mudança de turno, campanha de manutenção, revisão de dotação |
| Frequência de vazamento | FERA, AQR, ETA, análise de fogo e explosão | Bancos de dados diferentes ou versões diferentes da mesma base entre estudos |
| Probabilidade de ignição | ETA, FERA, AQR, cenários de incêndio e explosão | Mudança de inventário, fluido ou densidade de fontes de ignição |
| Meteorologia e meio | Dispersão, risco individual e social, planejamento externo | Série de dados atualizada, mudança de uso e ocupação do entorno |
| Critérios de tolerabilidade | Integração, decisão, demonstração de redução | Se definidos depois de conhecido o resultado, comprometem a independência da demonstração |
Camadas de transformação da informação
Bases e premissas de projeto
Identificação de perigos
Cenários e frequência
Fenomenologia e consequência
Efeito, vulnerabilidade e exposição
Os oito capítulos
Cada camada consome o que a anterior produziu; as ramificações consomem produtos de diferentes camadas da arquitetura.
Nenhum estudo vive isolado
O problema: o acervo existe e não conversa entre si.
Arquitetura inteira
Simulação numérica nos estudos de risco
CFD como engenharia determinística, e integração com frequência e vulnerabilidade.
Camada 03 · CFD · NVS · SGDS
LOPA, SIF, SIS e SIL: variações do mesmo assunto?
Quatro termos que descrevem coisas diferentes, e o que a confusão custa.
Ramificações · LOPA · SIL · F&G · SCE
As regras da arquitetura completa
A arquitetura completa, e as conexões que quebram a leitura linear.
Arquitetura inteira
A camada que ninguém executa
Entre o HAZOP e a simulação existe uma camada inteira sem contrato.
Camada 02 · Seleção de cenários e frequência
O que existe dentro de uma AQR
Como ela integra. Suas derivações e recortes.
Integrador · AQR
Vulnerabilidade: onde a física vira dano
Sem ela, consequência não é risco, é um campo de valores.
Camada 04 · Vulnerabilidade
Como isso envelhece
O conjunto não falha de uma vez. Envelhece em silêncio.
Ciclo de vida · MoC · PSSR · Revalidação
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115 páginas em PDF, com o mapa completo das camadas, a tabela de premissas transversais e o glossário de termos. Gratuito.
O download começa na hora. O e-mail é opcional e serve para avisarmos sobre as próximas publicações.
Como citar
MELO, Igor; TOLEDO, Vítor; PERON, Gustavo. Arquitetura de Riscos: nenhuma boa análise resiste a uma premissa incoerente. São Paulo: PSM Institute, 2026. DOI: 10.5281/zenodo.21875373. Disponível em: www.psmexpert.com.br.
Revisão técnica
Gustavo Peron. Engenheiro químico, mestre em processos industriais, certificado CCPSC pelo Center for Chemical Process Safety. Gerente técnico corporativo global de segurança de processos, representa sua organização em fóruns técnicos do CCPS e do IBRAM.
Vítor Toledo. Engenheiro químico com mais de quinze anos em segurança de processos e engenharia de riscos. Revisor do Journal of Loss Prevention in the Process Industries desde 2011. Pós-graduado em segurança de processos e engenharia de riscos pela Dalhousie University.
Nenhum dos dois integra a PSM Expert. A revisão foi independente.
Sobre o autor
Igor Melo é engenheiro com mais de quinze anos em segurança de processos e gerenciamento de riscos, com atuação global em óleo e gás, mineração, siderurgia, química e seguros. É gerente técnico de segurança de processos corporativo global e lidera a padronização de metodologias de gerenciamento de mudanças, análise de riscos e investigação de acidentes. Atua como especialista, em garantia da qualidade, em estudos de análise de riscos, vulnerabilidade e modelagem numérica de fluidos. Coordenou tecnicamente a investigação do rompimento da barragem de Brumadinho, conduzida pelo Ministério Público, reconstruindo a dinâmica do evento por modelagem computacional. Mestre em segurança de processos pela Unicamp e doutor em modelagem, ambientes virtuais e simulação pela UPC, Barcelona. Publica regularmente em congressos técnicos internacionais.
Perfil no LinkedIn →Perguntas frequentes
O que é a arquitetura de riscos?
É a estrutura de dependências e precedências entre os estudos de análise de risco. Cada estudo consome premissas, cenários ou resultados produzidos por outras etapas e entrega informação que alimenta decisões e análises seguintes. Organizar os estudos por função na arquitetura, e não por nome ou ordem contratual, é o que permite demonstrar coerência entre eles.
Quais são as camadas de transformação da informação?
São cinco, da camada 0 à camada 4: bases e premissas de projeto; identificação de perigos; cenários e frequência; fenomenologia e consequência; efeito, vulnerabilidade e exposição. Cada camada responde a uma pergunta própria e entrega um produto que a camada seguinte consome.
O que são premissas transversais e por que elas quebram?
São premissas que atravessam a arquitetura na horizontal e alimentam estudos diferentes por caminhos diferentes: geometria e congestionamento, POB e exposição, frequência de vazamento, probabilidade de ignição, meteorologia e critérios de tolerabilidade. Quebram quando mudam sem que os estudos dependentes sejam atualizados, por exemplo um andaime que vira definitivo e altera o congestionamento usado na modelagem.
O download do livro é gratuito?
Sim. O livro tem 115 páginas e está disponível em PDF sem custo. O texto completo também pode ser lido diretamente nesta página e nos capítulos.
Siglas e estudos citados
Este material usa o vocabulário corrente dos estudos de risco, e ninguém convive com todos eles ao mesmo tempo. Se você esbarrar em uma sigla que não reconhece, ela está definida no glossário de segurança de processos do site.
Cenários e frequência
FTA, ETA, termo fonte, evento iniciador, taxa de falha, falhas de causa comum, modificador condicional.
Fenomenologia e consequência
dispersão, modelo de dispersão, incêndios, flash fire, BLEVE, VCE, deflagração e detonação, radiação térmica, análise de consequências.
Vulnerabilidade e exposição
probit, dose-resposta, ERPG e AEGL, IPVS, efeito dominó, facility siting, pior caso.
Algumas siglas do mapa não aparecem no glossário porque pertencem ao vocabulário offshore e de projeto, e estão definidas no próprio livro: FERA, NVS, SGDS, EER, mapeamento de F&G, SCE, POB, TR e TEMPSC. Os critérios de edificações ocupadas seguem a lógica das API RP 752, 753 e 756.
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